Eletivo na gestão foi a escolha da residente Roberta Mello

10:18:00


A residente do programa Roberta Moura Ferraz Pereira Mello  da Clínica da Família Aloysio Augusto Novis realizou estágio em julho na Superintendência de Atenção Primária SAP/SMS-RJ. Abaixo o depoimento da residente:


            No mês de julho de 2018 tive a oportunidade de fazer estágio optativo na Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, na Superintendência de Atenção Primária de Saúde (SAP), sendo supervisionada pelo Leonardo Graever, superintendente da SAP.

         Na primeira semana participei da reunião de equipe, que acontece todas às terças feiras com os assessores e apoiadores da SAP, observei como funciona todo o processo de trabalho da secretaria de saúde, voltada para Atenção Primária de Saúde (APS), dividida em gerências de linhas de cuidado e participei de uma atividade externa, sendo representante da SAP na Mostra CTACS, que ocorreu na IFRJ, no bairro Realengo.
            
           Na segunda e terceira semanas fiquei encarregada junto com outros residentes, R3, a fazer auditoria de relatórios de óbitos maternos em 2017, o que foi muito interessante, pois a partir da revisão desses relatórios, pude perceber que a maioria dos que ocorrem no município do Rio de Janeiro é no puerpério e muitas vezes a falha não foi diretamente ligada ao atendimento na APS. Participei do Fórum na CF Felippe Cardoso, sobre a importância da comunicação em saúde e desafios enfrentados pelos agentes comunitários de saúde (ACS). Nesse evento também pude representar a SAP no início do Fórum, expondo um pouco da minha experiência como médica residente em MFC e enfatizando a importância do ACS dentro da APS.
            
          Durante as semanas que decorreram, tive oportunidade de participar de alguns ciclos de debates, como Câncer na APS, Acesso na APS e Gerentes das linhas de cuidado, GT de Tuberculose e Oficina de Sífilis. Pude, também, acompanhar por alguns dias, reuniões sobre o tema sífilis junto a representante do Ministério da Saúde, que tem propostas para diminuição da doença no município, criando um fluxo de atendimento à criança exposta à sífilis e sífilis congênita, de acordo com o PCDT de Sífilis 2018. Estive presente na Maternidade Mariska Ribeiro, em Bangu, onde foi discutido fluxo de gestante com sífilis e criança com sífilis congênita, confirmando que esse assunto é muito relevante atualmente, visto que a incidência vem aumentando em pessoas de 10 a 24 anos no município do Rio.

            Percebo ao final desses 28 dias dentro da SAP, que há um grande esforço e movimento para melhorar o acesso, os indicadores, os fluxos e cobertura de Estratégia da Saúde da Família (ESF) no Rio de Janeiro e que pude contribuir de alguma forma, dando opiniões relevantes para que o processo de trabalho na ponta melhore.







           

VEJA TAMBÉM

0 comentários